Não acredito em sorte. Acredito sim em oportunidades e o preparo necessário para saber aproveitá-las. Dizer que o empresário cresceu na profissão e na vida por sorte é muito fácil. Dizer que o jogador de futebol está rico porque teve a sorte de encontrar um bom agente é cômodo.
Será que, na hora que o empresário do exemplo 1 recebeu a promoção, ele não tivesse preparado o suficiente para sustentar o novo cargo, estaria na condição de empresário bem-sucedido?
Será que na hora que o agente do jogador de futebol foi ao campo para observá-lo, se ele não tivesse o preparo físico e técnico necessário estaria ganhando rios de dinheiro na Europa?
O ganhador da Mega-sena está tendo uma oportunidade para administrar uma grana que talvez ele não ganhará em 4 encarnações. Será que ele está preparado para lidar com tanto dinheiro?
Consegue entender?
No almoço de domingo, o tio falido da família dizer sobre o tio bem-sucedido: “Se eu tivesse a sorte que ele teve, estaria mimimimimi…”. Pra mim, essa é a maneira mais tosca de querer justificar os fracassos, o total e completo despreparo. Querido tio falido, você teve tantas, ou mais, oportunidades que o tio bem-sucedido, a diferença é que ele estava preparado. Ele teve sorte.
Não justifique e/ou classifique seus insucessos como falta de sorte. E sempre esteja preparado para quando aquele trevo-de-quatro-folhas pintar na sua frente.
E para os que acreditam na tal da sorte pura e simples, criem um coelho. Afinal, se a pata do bicho traz sorte, você a terá vezes quatro.
